Peixe vira fertilizante

Peixe vira Fertilizante

 

          Um produto que combina alta tecnologia e respeito ao meio ambiente está contribuindo para a melhoria da produtividade no campo. Formulado à base de peixes descartados pela indústria, o fertilizante batizado de “Ferti-Peixe” tem sido utilizado com grande sucesso na recomposição de pastagens e no aumento de produtividade das mais diversas culturas, como soja, milho, algodão, café, pastagens, frutas, flores e hortaliças.

          As pesquisas do fertilizante líquido, que tem o nome técnico de “Hidrolizado Enzimático de Pescado”, foram iniciadas em Ariquemes, ainda de modo artesanal, em 2006. “Em 2009, visitamos cinco indústrias nos Estados Unidos que já trabalhavam com compostos semelhantes, e continuamos as pesquisas em Rondônia, até chegarmos à formulação ideal”, diz Sebastian.

          A unidade de produção industrial do fertilizante começou a operar em 2013, em anexo ao frigorífico do Grupo Zaltana Pescados, em Ariquemes. “A iniciativa também é interessante do ponto de vista do meio ambiente, uma vez que o frigorífico, por meio de nossa tecnologia, consegue dar destinação adequada aos rejeitos da indústria de pescados”, explica Sebastian.

          A empresa produz cerca de 800 mil litros do “Ferti-Peixe” por ano e comercializa principalmente nos estados de Rondônia e Mato Grosso, numa área correspondente a 80 mil hectares de lavouras. No Mato Grosso, o produto tem sido bastante utilizado nas culturas de soja, milho e algodão. Em Rondônia, o maior mercado está na pecuária, onde os resultados surgem rotineiramente num prazo de 30 a 90 dias.

          De acordo com Sebastian, nas primeiras 24 horas de utilização do produto, a vida biológica do solo é multiplicada em até 20 mil vezes. “A lavoura de algodão tem obtido resultados realmente expressivos, muito acima da média de produtos similares”, confirma Sebastian. “No café, a mortandade dos pés plantados novos caiu a praticamente zero”, diz. “Nas flores, como a Rosa do Deserto, os resultados também impressionam”, compara. “Nas culturas do inhame e do cará já estamos em quase 90% das lavouras”.

          “O fertilizante tem conseguido obter excelentes resultados até mesmo nas áreas que apresentam o chamado “mal-súbito””, explica o empresário Sebastian Orecchia, diretor da empresa Amazônia Fertilizantes, de Ariquemes. “O mal-súbito se caracteriza pelo surgimento de pequenas áreas nas pastagens, sem nenhum motivo aparente, onde de uma hora para outra nada mais cresce, e se tornou um grande desafio para os produtores rurais”, diz. “Alguns dos maiores pecuaristas de Rondônia e do Mato Grosso utilizam o produto com essa finalidade e estão muito satisfeitos”, completa.

 

 

Fonte: https://sociosenegocios.com.br/1546-peixe-vira-fertilizante/  acessado em 26/06/2018.